Palavras Soltas
Onde a emoção fala mais alto.
sexta-feira, 19 de março de 2021
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Sem Asas
E ela anda.
Com passos curtos
e cabeça baixa.
Com olhos verdes
e cabelos rubros.
Com o rosto mais lindo
que se possa pensar.
Ela anda.
Com lábios rosados,
sorrisos serenos.
Suas mãos tão macias,
seus dedos pequenos.
Anda seu olhar perdido
e sempre a sonhar.
Ela, talvez, nem ande.
Se não em meus braços,
com seus belos traços
desfila.
Me hipnotiza.
E a mais quem se atrever
a olhar.
Ela voa.
Com passos curtos
e cabeça baixa.
Com olhos verdes
e cabelos rubros.
Com o rosto mais lindo
que se possa pensar.
Ela anda.
Com lábios rosados,
sorrisos serenos.
Suas mãos tão macias,
seus dedos pequenos.
Anda seu olhar perdido
e sempre a sonhar.
Ela, talvez, nem ande.
Se não em meus braços,
com seus belos traços
desfila.
Me hipnotiza.
E a mais quem se atrever
a olhar.
Ela voa.
Cidade
São dezenas de milhares,
andando a passos apressados.
De cabeça baixa
e sem emoção.
Têm histórias diferentes,
e eles vem de mil lugares,
mas andam de olhos vazios
e para a mesma direção.
A luz alaranjada
diz não ser a sua casa
e alguns sentem até
falta dos seus pais.
Não há mais tempo
para os sentimentos
que passam cá dentro.
Vida, não entendo teus sinais.
E assim a vida passa:
Os teus sonhos se esvaem
como brasa última da chama.
Dia após dia, milhares de dias.
Terminam sempre contigo
dormindo na mesma cama:
"Amanhã eu faço algo diferente".
andando a passos apressados.
De cabeça baixa
e sem emoção.
Têm histórias diferentes,
e eles vem de mil lugares,
mas andam de olhos vazios
e para a mesma direção.
A luz alaranjada
diz não ser a sua casa
e alguns sentem até
falta dos seus pais.
Não há mais tempo
para os sentimentos
que passam cá dentro.
Vida, não entendo teus sinais.
E assim a vida passa:
Os teus sonhos se esvaem
como brasa última da chama.
Dia após dia, milhares de dias.
Terminam sempre contigo
dormindo na mesma cama:
"Amanhã eu faço algo diferente".
terça-feira, 3 de junho de 2014
Confesso
Matias, pra onde?
Agora, já vê-se perdido.
Já não sabe amar,
já não sabe sorrir.
Viver já não sabe.
És tão bonito,
céu escurecido.
Provara da fruta
ainda imatura.
Num'ânsia tão pura
que diz ser normal,
mas não é.
Provara da fruta.
Corrompera a tão pura
inocência.
E aquela que era
de tão bela essência,
já não mais a é.
Já vê-se perdido.
Já vê-se cansado.
Jamais encontrara
o aquilo que havia
perdido.
Afinal, o que era?
O que era?
Que busca, Matias?
Matias, pra onde?
Agora, já vê-se perdido.
Já não sabe amar,
já não sabe sorrir.
Viver já não sabe.
És tão bonito,
céu escurecido.
Provara da fruta
ainda imatura.
Num'ânsia tão pura
que diz ser normal,
mas não é.
Provara da fruta.
Corrompera a tão pura
inocência.
E aquela que era
de tão bela essência,
já não mais a é.
Já vê-se perdido.
Já vê-se cansado.
Jamais encontrara
o aquilo que havia
perdido.
Afinal, o que era?
O que era?
Que busca, Matias?
Matias, pra onde?
domingo, 4 de maio de 2014
Lotação de Vazios
Nada de metas.
Nada de sonhos.
Nada de expectativas
que em idas e vindas
se foram.
Nada de doces.
Nada de fumo.
Nada de filosofias
que se fazem, refazem,
recriam.
Nada de beijos.
Nada de flores.
Nos tortos caminhos
da vida,
nada de amores.
Nada de glórias.
Nada de curvas,
Nada de retas.
Nada de setas
apontando caminhos.
Nada de setas.
Um pouco de tudo.
E nada de nada.
Se já não há pranto,
também não há gozo.
Já não há mais desprezo.
Tampouco desgosto.
Já não há mais nada,
por pouco que o seja.
Nada de nada, somente.
Nada. E tão simplesmente
nada, de nada. Pra sempre.
Nada de sonhos.
Nada de expectativas
que em idas e vindas
se foram.
Nada de doces.
Nada de fumo.
Nada de filosofias
que se fazem, refazem,
recriam.
Nada de beijos.
Nada de flores.
Nos tortos caminhos
da vida,
nada de amores.
Nada de glórias.
Nada de curvas,
Nada de retas.
Nada de setas
apontando caminhos.
Nada de setas.
Um pouco de tudo.
E nada de nada.
Se já não há pranto,
também não há gozo.
Já não há mais desprezo.
Tampouco desgosto.
Já não há mais nada,
por pouco que o seja.
Nada de nada, somente.
Nada. E tão simplesmente
nada, de nada. Pra sempre.
sábado, 12 de abril de 2014
Dança do Vento
Pelos céus, cruzara
um corvo enegrecido.
Trazia consigo
o pó d'um passado.
E por árvores dentre,
um som agressivo
fizera soar.
Em chamas,
as asas inflara.
Era rubro
seu corpo dançante.
Se do fogo surgira,
ao fogo voltara.
Sumira, somente.
Num simples instante.
Escolhas malditas.
Nas trevas, um louco.
Lentos os passos
da marcha no solo.
Com um peito de fogo,
sem medos. Sem nojos.
Não duvidais
do meu foco.
Tua força crescera.
E tão muda, rompera
as correntes do medo.
Longe de tudo
e de todos,
teu suor e teu sangue
guardavam segredos.
Segredos cruéis.
Tendes fé,
meu bom nobre guerreiro.
As feridas lhe são tão honrosas,
quanto tua imagem
por trás da miragem
do espelho.
Nela, tu não acredites.
Há imagens
por trás da ilusão.
Há mensagens
ocultas em letras.
Tudo o que se percebe
é, em parte,
também criação.
Tudo o que julgas ter visto,
saíra de tua cabeça.
Na trilha do rio de lágrimas,
em urros, se clama tempesta.
Cortante era o frio
da noite sombria.
Beijava, uma mãe
a seu filho, na testa.
"Sonhes bem"
lhe dizia.
E as nuvens cinzentas,
por mais bravejantes,
sumiam.
"Estou aqui."
As ondas valentes
fugiam ao mar.
Os monstros, aos mestres
seguiam.
"E este é teu lar."
Pranteadas faces,
fumacento sopro.
Pálidos lábios,
Pensamentos altos.
Sentimentos vagos
num peito de estorvo.
Desde sempre sabia:
Viria a lembrar.
Dia após dia,
somente sentia
-tamanha ironia-
Eu sei: Pensarás.
Saudades do corvo.
Saudades do beijo.
Saudades da mãe.
No caminho, sozinho,
caminha.
Tens bom desempenho.
Um risonho
que em sonhos
se empenha.
Construtor de sonhos.
No peito já frio,
a vontade incendeia.
Amizades, amores,
castelos de areia.
Já não acreditas em nada.
Se por um momento,
perdeste-te ao mundo
e caíra profundo pra dentro de si,
lembra daquele teu corvo,
que das cinzas retorna
de tempos em tempos.
Gritai-lhe bem alto: Aqui!
Talvez ele venha ajudar.
um corvo enegrecido.
Trazia consigo
o pó d'um passado.
E por árvores dentre,
um som agressivo
fizera soar.
Em chamas,
as asas inflara.
Era rubro
seu corpo dançante.
Se do fogo surgira,
ao fogo voltara.
Sumira, somente.
Num simples instante.
Escolhas malditas.
Nas trevas, um louco.
Lentos os passos
da marcha no solo.
Com um peito de fogo,
sem medos. Sem nojos.
Não duvidais
do meu foco.
Tua força crescera.
E tão muda, rompera
as correntes do medo.
Longe de tudo
e de todos,
teu suor e teu sangue
guardavam segredos.
Segredos cruéis.
Tendes fé,
meu bom nobre guerreiro.
As feridas lhe são tão honrosas,
quanto tua imagem
por trás da miragem
do espelho.
Nela, tu não acredites.
Há imagens
por trás da ilusão.
Há mensagens
ocultas em letras.
Tudo o que se percebe
é, em parte,
também criação.
Tudo o que julgas ter visto,
saíra de tua cabeça.
Na trilha do rio de lágrimas,
em urros, se clama tempesta.
Cortante era o frio
da noite sombria.
Beijava, uma mãe
a seu filho, na testa.
"Sonhes bem"
lhe dizia.
E as nuvens cinzentas,
por mais bravejantes,
sumiam.
"Estou aqui."
As ondas valentes
fugiam ao mar.
Os monstros, aos mestres
seguiam.
"E este é teu lar."
Pranteadas faces,
fumacento sopro.
Pálidos lábios,
Pensamentos altos.
Sentimentos vagos
num peito de estorvo.
Desde sempre sabia:
Viria a lembrar.
Dia após dia,
somente sentia
-tamanha ironia-
Eu sei: Pensarás.
Saudades do corvo.
Saudades do beijo.
Saudades da mãe.
No caminho, sozinho,
caminha.
Tens bom desempenho.
Um risonho
que em sonhos
se empenha.
Construtor de sonhos.
No peito já frio,
a vontade incendeia.
Amizades, amores,
castelos de areia.
Já não acreditas em nada.
Se por um momento,
perdeste-te ao mundo
e caíra profundo pra dentro de si,
lembra daquele teu corvo,
que das cinzas retorna
de tempos em tempos.
Gritai-lhe bem alto: Aqui!
Talvez ele venha ajudar.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Cartas de Amor
Sei que sumirei.
Fugirei.
Dos teus sonhos
molhados e loucos.
Não mais estarei ao teu lado.
Me deixes deitado
por só mais um pouco.
Não uso palavras.
Sei bem: Elas morrem.
Se nos julgam errados,
não falem, não julguem.
Me matem. Me culpem.
Só olhem.
No adormecido
criaras a sede.
Entre quatro paredes,
fizera um soneto.
Sem quartetos, tercetos.
Sem notas.
Suaves gemidos.
Um corpo suado,
um corpo esculpido.
Um poema é lido
em formato de prosa.
Olhares calados.
De peitos fechados,
Teu corpo bem junto
do meu.
Te larga em meus braços.
Trocando silêncios e afagos,
meus lábios tocavam
os teus.
Indomável suspiro.
Num belo arrepio
teu corpo
dançara.
Se me sentes
ao peito,
num belo efeito
o seu corpo
me tara
tão fácil.
Sob o céu estrelado,
deitaste a meu lado.
Eu era
naquele momento,
só teu.
Eram beijos
e garras.
Ficaram-te as marcas
daquele
tão bruto
amor meu.
Amor nosso.
O compasso
me mostra:
só há um desfecho.
No meu coração
não há trancos
ou fechos.
Só asas.
Não mais negarei,
pois então falarei
aquelas tão
proibidas palavras:
Te amo.
Fugirei.
Dos teus sonhos
molhados e loucos.
Não mais estarei ao teu lado.
Me deixes deitado
por só mais um pouco.
Não uso palavras.
Sei bem: Elas morrem.
Se nos julgam errados,
não falem, não julguem.
Me matem. Me culpem.
Só olhem.
No adormecido
criaras a sede.
Entre quatro paredes,
fizera um soneto.
Sem quartetos, tercetos.
Sem notas.
Suaves gemidos.
Um corpo suado,
um corpo esculpido.
Um poema é lido
em formato de prosa.
Olhares calados.
De peitos fechados,
Teu corpo bem junto
do meu.
Te larga em meus braços.
Trocando silêncios e afagos,
meus lábios tocavam
os teus.
Indomável suspiro.
Num belo arrepio
teu corpo
dançara.
Se me sentes
ao peito,
num belo efeito
o seu corpo
me tara
tão fácil.
Sob o céu estrelado,
deitaste a meu lado.
Eu era
naquele momento,
só teu.
Eram beijos
e garras.
Ficaram-te as marcas
daquele
tão bruto
amor meu.
Amor nosso.
O compasso
me mostra:
só há um desfecho.
No meu coração
não há trancos
ou fechos.
Só asas.
Não mais negarei,
pois então falarei
aquelas tão
proibidas palavras:
Te amo.
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