É esse, o último mês.
Que cessem o frio,
a chuva e garoa.
Deixa mi' lobo
acordar-te a leoa
e fazer-te feliz,
outra vez.
A chama que outrora morrera,
por fim despertara.
As marcas em cera
não dizem mais nada.
Só uiva um ser, para a Lua.
A verdade
já não mais se esconde
ou revela.
Já não eu faria
mais nada por ela,
tão simples e crua
verdade.
Melódicas rimas,
insanas as sinas
dessa vida
de humores trocados.
Apressada rotina,
ignora a batida da morte
que aguarda ao teu lado.
Já não me preocupo.
No claro ou escuro,
só sigo mi' meta.
Caminhos marcados,
os olhos focados
em invisíveis setas.
Te jogo na cama.
Não diz que me ama,
só diz que deseja
o meu corpo.
Só corpo.
Meu corpo.
Só teu.
E só hoje.
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