quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Vera Cruz

Do litoral até
as terras áridas
a voz surgiu
d'um povo protestante.
Su' majestade
em argumentos últimos
já suspendeu a todos
os levantes.

Se fez em dor,
em inverdades.
Deixando o pobre
estar a própria sorte.
Em teu seio,
desigualdade,
o jovem nasce
condenado a própria morte.

Óh, paz armada,
escancarada,
salve, salve.

Adeus.
Um sonho eu tenho,
um sonho vívido.
De que um dia viverás
tempos dourados.
Se vê cantando, um povo.
Acesa a chama.
Paz ao futuro
Inglórias no passado.

Se temes a injustiça
e a má sorte,
Verás que um filho teu
não foge a luta.
Nem teme aí afora
a própria morte.
Óh, brava alma.

Belezas mil.
Governo vil.
Nação calada.

Sou filho
desse solo
ó mãe gentil.
E o saber
é nossa espada.

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