sexta-feira, 6 de setembro de 2013

La Follia

É noite de festa.
O céu e a terra
alegres,
a celebrar.
É noite de festa.
Um dia solene.
Teu dia, Selene.
E eu vim te amar,
minha Lua.

Tão bela
donzela,
vem vindo
outro ciclo solar.
Minha ruiva,
teu lobo
te uiva.
E vim pra te amar,
eu já disse.

Outra vez
tu verás
da mãe terra
as flores rosadas
exagerada
           [primavera
Sempre tão bela,
não é?

Outra vez
tu vais ver,
-já verá-
O sol do verão
a brilhar
a dançar,
como se espera.

E teu brilho
tão vivo
de alívio
no olhar,
no outono virá.
Com o seco gramado,
As folhas e os galhos,
alaranjados retalhos
no chão.

Não se deixe
ao frio do inverno
render-se ao inferno
da solidão.
Nos dias
mais frios
encontrarás teu abrigo
Em meu coração
sempre quente.

Que os teus dias
por terra,
se continuem.
Que meus passos,
aos lados dos teus
perpetuem.
Deixa, vai.

Eu te quero,
e não quero
pra hoje.
Eu te quero
e só quero
pra sempre.

O tempo
é um rio
que corre 
veloz.
Mas tudo
soa calmo
a tu' voz.
Doce voz,
meu amor.

Minha amada,
a batida apressada
só diz
que te amo.

Me desculpa,
não tenho mais nada
Além dessas linhas,
tão puras e minhas
a te dar.
Mas o meu pensamento 
é, nesse momento,
o teu lar.
E sinceramente,
-Sorria contente,
mostra-me os dentes.-
Ele sempre será.

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