terça-feira, 17 de setembro de 2013

Fogo

Palavras silvas.
Palavras soltas.
Insossas
palavras.
Apenas palavras.
Sem pena.

Não chores.
Fala arrastada,
Falsas risadas.
É tão demorada
a morte serena.

A besta
ardente
renasce.
O homem,
por ela,
morreu.
Sou fogo.
Sou louco.
Sou lobo.
Sou eu.

Passo por dentro
da dor,
e sorrio chorando.
Gozando do ardor
dessa doce
chibata.

Vejo
em tu' face
o horror.
Tu sofrias.
Era tal
o amor,
que a ti
maltratava.

Não leves a mal.
Eu já antes caíra,
e me vira
no mar
tão revolto.

Não leves a mal.
Eu sorrira,
e a vida seguira.
Sou bravo.
Sou louco.
Sou eu.

-É tudo só caça-
Já disse-te
o lobo.
É coisa de raça,
sinta-me
em fogo
a arder.

E presa
é presa.
Sem pressa.
-Só essa-
me sente
te ouço gemer.

A besta
ardente,
renasce.
O homem,
por ela,
morreu.
Sou fogo.
Sou louco.
Sou lobo.
Sou eu.

Cada uma,
em suma
beleza.
Tamanha riqueza
é o teu
vislumbrar.

Não fales
mais nada.
De peito arfante,
arrepio constante.
Te sinto suar,
junto a mim.

Sente o calor.
Entra em torpor.
Te tiro a roupa,
me beija a boca,
faço-te louca.
Tão simples assim.

São beijos,
são flores
e afagos.
Suspira
e contorce
em meus braços.
-Ora pois,
te controles.
Não podes gritar-

Não grite.
Só goze.

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