Há muito,
As rosas murcharam,
Os ventos morreram.
As poesias,
tão frias
já não mais
lhe falam.
E os amantes
já adormeceram.
Pesadelos amargos,
fatos passados
e mal-passados.
Românticos são
os vagueios.
Em mil
devaneios
eu vejo
e revejo
os sorrisos.
Agora em verdade,
a realidade
é o meu paraíso.
Sem destino,
Sem rumo,
sem rota,
sem prazo.
Na estrada
inclinada
do ócio
me atraso.
Me perco
e me acho
outra vez.
As árvores secas,
a terra rachada.
No relógio,
já são dezenove.
Do teu negro véu,
Óh meu céu,
por quê não mais chove?
Já fez outro mês.
Acordara.
Os olhos abrindo,
e fechando.
Por tanto sonhara,
que quando se abriram,
se abriram
em pranto.
Já não enxergava.
Se vivera,
vivera em sonho.
E em vida,
já não
mais sabia
viver.
Olhos de criança,
sem esperança.
Cadê o teu brilho
tão natural?
Já nem mais se vê.
Entra na dança,
criança.
Não cansa.
Não canses
do teu
ideal.
O doce
do amargo
pecado,
já não
é notado.
Só lembra você.
Eis meu mal.
Não mais negarei:
Eu ainda te lembro.
E é nesse momento,
que vejo:
Tamanha tolice.
Tu mesmo
te disses.
Em ti,
escolhestes
negar.
Eu neguei.
E mais uma vez
negaria.
Em seus olhos,
eu via!
E sentia!
Já não mais havia
do quê duvidar.
do quê duvidar.
Me enganei.
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